segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Célula Vegetal – Organelas, Funções e Componentes

A Célula Vegetal


1. COMPOSIÇÃOToda e qualquer célula, em geral, é formada por três partes: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. A célula vegetal também não foge à regra. Entretanto, existem outras estruturas que estão presentes nas células vegetais, mas estão ausentes nas células animais.
Na célula vegetal não encontraremos todas as organelas citoplasmáticas que são encontradas em uma célula animal. Porém encontramos outras organelas que não estão presentes nas células animais. As organelas que são comuns em ambas as células são: mitocôndrias (respiração celular), complexo de golgi (síntese de proteínas), ribossomos (atuam na síntese de roteínas) e retículo endoplasmático (síntese de proteínas, ácidos graxos, fosfolipídios e esteróides). As organelas presentes somente em células vegetais são: os vacúolos e os cloroplastos.
Nas células vegetais existe um envoltório que se encontra externamente à membrana plasmática, denominado de parede celular.
Esquema Representativo da Célula Vegetal

Reprodução


Figura 1: Esquema Representativo da Célula Vegetal


2. PAREDE CELULAR – MEMBRANA CELULÓSICA
A parede celular é uma estrutura presente tanto nos vegetais quanto em bactérias, fungos de certos protozoários e algas. Nos vegetais e nas algas, a parede celular é formada basicamente por um polissacarídeo denominado de celulose. Este polissacarídeo é resultado da união de diversas moléculas de glicose, sendo considerada importante fonte de alimento para muitos animais herbívoros.
A parede celular de um vegetal é formada por duas membranas. Em células vegetais jovens, a parede celular ainda é extremamente fina e flexível, sendo chamada de parede (membrana) primária. Esta parede permite que a célula continue a crescer em relação ao seu tamanho. A união entre duas células vegetais através da parede primária é feita por uma membrana denominada de lamela média, que atua na união das células vegetais entre si. À medida que a célula vegetal começa a crescer e vai ficando mais velha, vai sendo depositada uma camada mais grossa de celulose e de lignina sobre sua parede. Com isso, vai sendo formado internamente à parede primária, um envoltório mais grosso e menos flexível, responsável pela rigidez da parede celular denominado de parede (membrana secundária).
A célula vegetal quando colocada em meio hipotônico, ou seja, meio menos concentrado, a célula começa a receber água do meio e começa a inchar. Entretanto percebemos que a célula vegetal não se rompe, justamente pela presença da parede celular. Mas, qual substância presente na parede celular que evita o rompimento da célula vegetal? É uma proteína denominada lignina, que por ser extremamente rígida, evita que a célula vegetal se rompa. Agora, caso a célula vegetal seja colocada em um meio mais concentrado, ou seja, um meio hipertônico a ela, percebemos que a célula vegetal começa a perder água, sofrendo o processo de murcha. Este processo acarreta o deslocamento da parede celular da membrana plasmática.
A parede celular é também constituída de cutina e suberina dois tipos de lipídeos que atuam na proteção da planta contra a perda excessiva de água, durante o processo de transpiração.
A constituição e a estrutura da parede celular lhe conferem certas propriedades, tais como: resistência à tensão e à decomposição por microrganismos; elasticidade e permeabilidade, não constituindo barreira à entrada e saída de materiais na célula.
A parede celular possui pequenas descontinuidades que colocam uma célula em contato com as que a cercam. São verdadeiros túneis que atravessam a parede celular e recebem o nome de plasmodesmos.


Representação Esquemática dos Plasmodesmos - Célula Vegetal
                                                                                          Reprodução

Figura 2: Representação Esquemática dos Plasmodesmos


3. ESTUDANDO O CLOROPLASTO
Para que possamos entender melhor o que são os cloroplastos, é necessário que façamos um estudo mais completo de organelas citoplasmáticas denominadas plastos.
Os plastos são organelas citoplasmáticas ricas em DNA e em ribossomos que podem ser de três tipos: cromoplastos que são aqueles responsáveis pela coloração dos frutos podendo ser vermelho ou amarelo; os leucoplastos, plastos responsáveis pelo armazenamento principalmente de amido em raízes e caules tuberosos, podendo também atuar na reserva de proteínas e lipídeos; e os cloroplastos, plastos responsáveis pela fotossíntese. Todos os três tipos de plastos são originários dos chamados proplastos, que são responsáveis pela formação dos demais plastos através do processo de diferenciação. Os proplastos estão presentes nas células embrionárias das plantas (células meristemáticas).
Compreendido a formação dos cloroplastos faremos agora um estudo mais amplo acerca desta organela. Os cloroplastos são organelas presentes nas células vegetais e em algumas algas. São responsáveis direto pela fotossíntese, processo metabólico responsável pela síntese de carboidrato. O número de cloroplastos presentes em um determinado vegetal varia muito conforme seu tamanho e a forma de suas folhas. Entretanto, os cloroplastos possuem a mesma estrutura.
Um cloroplasto é formado por duas membranas lipoprotéicas, sendo uma mais externa e uma mais interna. A membrana externa é altamente permeável, contudo, a membrana interna é muito menos permeável. A membrana interna envolve um grande espaço chamado de estroma, que se assemelha à matriz mitocondrial. O estroma é rico em várias enzimas, ribossomos, RNA e DNA. Mas qual a principal diferença organizacional entre as mitocôndrias e os cloroplastos? Ao contrario do que ocorre nas mitocôndrias, a membrana interna dos cloroplastos não é dobrada em cristas e não contém uma cadeia transportadora de elétrons. Nos cloroplastos, a cadeia transportadora de elétrons, e todos os o sistema fotossintetizante que absorve luz, estão inseridos em uma terceira membrana distinta, denominada de tilacóides que forma um conjunto de sacos achatados semelhantes a discos.


Representação Esquemática de um Cloroplasto - Célula Vegetal

Reprodução


Figura 3: Representação Esquemática de um Cloroplasto
Representação Esquemática de um Cloroplasto - Célula Vegetal
Reprodução


Figura 4: Representação Esquemática de um Cloroplasto
Os cloroplastos, quimicamente falando, são formados pelas clorofilas. Elas são responsáveis pela absorção de energia luminosa, essencial para a realização da fotossíntese. Os principais tipos de clorofilas são: clorofila A presente em todas as plantas verdes, e a clorofila B, presente em quase todos os vegetais. Além destas, os cloroplastos também são formados por substâncias denominadas de carotenóides. Os principais carotenóides são os carotenos e as xantofilas. Os carotenos são essenciais à saúde humana, principalmente o beta-caroteno, precursor da vitamina A, cuja deficiência leva à chamada cegueira noturna. As xantofilas são responsáveis pela coloração dos frutos e flores e atuam, juntamente com as clorofilas, na absorção de luz.
4. VACÚOLOS
Originam-se a partir do sistema de membranas do complexo de golgi. São estruturas delimitadas por uma membrana denominada tonoplasto. Contêm água, açúcares, proteínas além de diversos compostos fenólicos e pigmentos. Muitas das substâncias estão dissolvidas, constituindo o suco celular, cujo Ph é geralmente ácido, pela atividade de uma bomba de próton no tonoplasto. Em células especializadas pode ocorrer um único vacúolo, originado a partir da união de pequenos vacúolos de uma antiga célula meristemática (célula-tronco); em células parenquimáticas o vacúolo chega a ocupar 90% do espaço celular. Os vacúolos desempenham as seguintes funções:

a) Armazenamento de substâncias;
b) Atuam na digestão através de processo lisossômico.

fonte: http://www.acervoescolar.com.br/a-celula-vegetal-organelas-funcoes-e-componentes/

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